Importações de carne suína da China devem aumentar

Importações de carne suína da China devem aumentar

Movimentação tende a ocorrer por causa da queda na produção interna.

A China deve aumentar as importações de carne suína nos próximos meses. No ano passado, os produtores chineses registraram perdas significativas nos rebanhos, que resultaram numa drástica queda de produção da proteína no país. O Departamento Nacional de Estatísticas disse que os preços da carne suína chinesa subiram 51,8% em outubro em relação ao ano anterior, mesmo com a produção do terceiro trimestre subindo 0,7% em relação ao ano anterior.

Dessa forma, os preços da carne suína permanecerão altos em 2023 devido à menor oferta. Por outro lado, analistas, pecuaristas e fornecedores de ração e genética também alertaram que a demanda pode ser afetada pelas medidas de combate à covid-19 da China. “Todos nós precisamos observar a China. Esperamos um aumento nas vendas devido ao déficit de carne suína”, disse Jim Long, executivo-chefe da Genesus Inc, do Canadá, fornecedora de porcos reprodutores para a China.

Os preços dos suínos vivos subiram cerca de 78% de junho para 28,50 yuans (US$ 3,98) por kg em 19 de outubro, o maior preço desde março de 2021, de acordo com dados da Shanghai JC Intelligence Co Ltd. Apesar de o governo chinês culpar os fazendeiros que impedem o abate de porcos para engordá-los pelos preços mais altos, analistas e especialistas dizem que houve uma redução da oferta desde o inverno passado. No entanto, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais disse repetidamente que a capacidade de reprodução é suficiente. “A eliminação da capacidade de produção de porcas pode ser maior do que o mercado atual imaginava”, disse Guan Yilin, analista da Cofco Futures, em nota no mês passado.

A queda na demanda de carne suína e os altos custos de alimentação de junho de 2021 a julho deste ano fizeram com que os pecuaristas tivessem perdas significativas na China. Os produtores venderam rebanhos, abateram mais porcas do que o normal ou diminuíram a produção por não acasalar as fêmeas para reduzir suas perdas. Genesus estima que o rebanho de porcas diminuiu entre 6 e 8 milhões de cabeças. O Ministério da Agricultura afirma que a China teve 44,6 milhões de porcas em setembro de 2021, caindo para 41,85 milhões em março de 2022, antes de subir para mais de 43 milhões em setembro. Com menos porcos nascidos no final de 2021 e no primeiro trimestre de 2022, o número de suínos prontos para abate caiu neste verão.

“O número total relatado de porcas está inflado”, disse Zou Zhihong, gerente do fornecedor de equipamentos agrícolas dos EUA Hog Slat Inc. “Muitos celeiros ainda estão vazios”, completou. A China tem 20 milhões de pequenos produtores rurais que frequentemente entram e saem do negócio de criação de suínos, dependendo das condições do mercado, dificultando a compilação de dados precisos. Além disso, as fazendas também não relatam mortes por doenças como a peste suína africana.

Analistas disseram que apenas um déficit de oferta poderia desencadear preços tão altos. “Se houvessem tantos porcos assim, o preço não poderia atingir o nível que chegou neste ano”, disse Xiao Lin, analista da Huachuang Securities. Os fornecedores de ração também notaram a queda na produção. A produção de ração para suínos caiu 8% nos primeiros oito meses de 2022 em comparação anual, de acordo com a China Feed Industry Association. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou que 39.500 mil toneladas de carne suína foram exportadas para a China na semana encerrada em 3 de novembro, acima da média de 24.120 mil deste ano

Fonte Canal Rural & reuters

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